"Sabes que nunca me apaixonei, maman, mas se porventura o tivesse feito, seria por alguém como ele?"
Cécile Lavigne perdeu todos os que amava e agora está sozinha no mundo. Ela, uma franco-portuguesa que ainda não completou vinte anos, está sendo trazida ao Brasil pelo único parente que lhe restou, o ambicioso tio Euzébio, para casar-se com o mais poderoso dono de terras de Minas Gerais, homem por quem Cécile sente profundo desprezo. Após desembarcar no Rio de Janeiro, Cécile ainda precisará fazer mais uma difícil viagem. O trajeto até Minas Gerais lhe reserva provações e surpresas que ela jamais imaginaria. O explorador Fernão, contratado por seu futuro marido para guiá-la na jornada, despertará nela sentimentos contraditórios de repulsa e de desejo. Antes de enfim consolidar o temido casamento, Cécile descobrirá todos os encantos e perigos que existem nessa nova terra, assim como os que habitam o coração de todos nós. Com o passar dos dias, crescerá dentro dela a coragem para confrontar todas as imposições da sociedade e também o seu próprio destino.

Oi gente!

Me desculpe pela demora para postar o desafio. O item escolhido foi: Ler um romance histórico nacional.

O romance escolhido, é de uma autora mineira por quem tenho enorme admiração. Já tinha lido inúmeros livros dela, mas histórico é a estreia da autora. E que estreia! Marina Carvalho é um dos talentos nacionais mais incríveis que já li. Com uma escrita perfeita, a autora nos leva para Minas Gerais do século XVIII.

Todo mundo sabe que amo romances de época, claro, mas confesso que nunca tinha lido um romance que fosse ambientado no Brasil. Isso foi todo o diferencial para o sucesso da obra. Aqui não encontramos uma Londres em alta temporada e muito menos mocinhas afetadas procurando pelo casamento perfeito, enquanto as mães estão histéricas correndo de lá para cá, em busca do melhor partido para as filhas. Partido esse que deveria ser um nobre inglês, com uma família milenar, com título, posses, bonito, e claro que esses mocinhos não querem casamento, são libertinos, as vezes confuso com o rumo a tomar. Enfim, não! Aqui conhecemos Cécile.